terça-feira, 24 de junho de 2008

I think I'm missing the relationship chromosome

Tudo começou, dizem, com The Big Chill de Lawrence Kasdan. Depois veio thirtysomething. Qual a razão do agrado pessoal e do sucesso generalizado?
Como eu costumo dizer, a Vida não traz Manual de Instruções...mas, se trouxesse, teria a mesma piada?
Tanto o filme como a série têm um ponto em comum: estão no limiar (independentemente da idade das personagens) da transição mais importante na vida. Ali, na película, pôde rever-se quem transitava da idade adolescente para a idade adulta. Em ambos os casos, havia estereótipos sociais. E, mais importante havia casos próximo do real - casais desavindos, casamentos, divórcios, filhos, solteirões... os carros avariavam, gente que trabalhava, gente que estudava, havia desgaste nas relações, havia compras no supermercado, havia lágrimas, doença, homossexualidade, dúvidas... - e serviam, assim, de uma espécie de guião para a vida para quem assistia. Era como se pudessemos assistir a um laboratório de experiências quotidianas sobre eventuais e futuros cenários para nós próprios.