segunda-feira, 23 de junho de 2008

Morrer de Amor

Homens que matam as companheiras. Mulheres que matam os companheiros. É uma realidade transversal a todas as faixas etárias, e a todos os estratos sociais, ao longo de todo o ano. Não é um ímpeto de Verão."Os crimes passionais, e aquilo que eles representam, são o reflexo de uma lógica sociocultural que tradicionalmente tem menorizado as mulheres e legitimado os homens a castigá-las, inclusivamente com a morte", diz Sofia Neves, especialista em psicologia social e professora na Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Braga.
A professora da UCP Sofia Neves acrescenta: "O mito do amor romântico, que alimenta uma crença social no amor sacrificial por parte das mulheres, e que é um factor de risco para a violência na intimidade, configura uma forma de poder para muitos parceiros que, em nome de uma pseudo-supremacia masculina, usam a coacção física, psicológica e sexual como instrumento de dominação sobre as companheiras."

in Diário de Notícias

A minha resposta (parafraseando Magnetic Fields):


I don’t want to get over you

I guess I could take a sleeping pill

and sleep at will

and not have to go through

what I go through

I guess I should take Prozac, right,

and just smile all night

at somebody new

Somebody not too bright

but sweet and kind

who would try to get you off my mind

I could leave this agony behind

which is just what I’d do

if I wanted to

but I don’t want to get over you

cause I don’t want to get over love

I could listen to my therapist,

pretend you don’t exist,

and not have to dream of

what I dream of

I could listen to all my friends

and go out again

and pretend it’s enough

or I could make a career of being blue

I could dress in black and read Camus

smoke clove cigarettes and drink vermouth

like I was 17

that would be a scream

but I don’t want to get over you

Há uma grande diferença entre matar por amor e morrer de amor