segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Portalegre



Confesso que nunca prestei muita atenção a Jay Jay Johanson. Não que não gostasse da sua música. Até admirava a atitude discreta e a voz. Mas nunca lhe prestei muita atenção...Pecado!! A minha ideia sempre foi: "Entre Jay Jay e Tindersticks (ou mesmo Nick Cave), nem me vou predispor a dar uma hipótese ao rapaz!"...Pecado capital!!

No Sábado passado (18 de Outubro), em pleno CAEP acabei por levar um soco no estômago. Demorei a perceber mas agora consigo ver "a luz"... Música crua, directa, melosa, tristemente simples...música de abandono, de desencontro... música em tons foscos, em gestos violentamente contidos.... música de paixão... música com letra maiúscula e de vogais bem abertas!

Dois apartes. O primeiro, apenas para referir o facto da sala não estar cheia; estranho... se fosse em Lisboa, certamente esgotaria - quando nada se passa no interior, o pessoal queixa-se, quando há "grandes coisas", o pessoal não comparece. O segundo, para salientar o facto de Johanson parecer orgulhoso de mostrar (quase em segredo) ao vivo as suas novas músicas.

Volta.