Imagine-se, pois, um pequeno país que pouca riqueza tem e pouca riqueza produz. Imagine-se que esse pequeno país pretende ser um país rico. Mas quer que essa riqueza chegue de forma rápida e instantânea. Portanto, esse pequeno país não teve como objectivo a educação do seu povo, a optimização dos recursos disponíveis e muito menos a concretização de uma sólida rede produtiva - de forma a beneficiar as futuras gerações. A aposta desse pequeno país passaria pelo egoísmo - interessaria apenas o agora, a actual geração - e não pela solidariedade.
Ora, mesmo ao lado desse pequeno país, florescia uma comunidade de países (ricos) que haviam criado algumas estruturas políticas e económicas comuns. E assim, essa comunidade de países, de forma condescendente, "permitiu" que aquele pequeno deslumbrado país entrasse para a irmandade... E, o que é que esses países ricos ganhariam com tal magnânime gesto? Nada. Tudo não passava de um gesto grandioso de solidariedade! E, o que é que o pequeno país ganharia? Tudo. A comunidade de países ricos iria enviar, doar, entregar, oferecer muito dinheiro ao pequeno país para que este se desenvolvesse até chegar ao nível dos países "irmãos" mais ricos.
Perfeito!!
